Fim da Licença Maternidade

E como o tempo passou rápido…. 5 meses ao lado de vocês dois… tantas mudanças, tantas alegrias, tantas adaptações, quanto aprendizado, momentos tensos, momentos cansativos… mas agora, só me lembro dos momentos deliciosos…. das risadas, das conquistas… 

Meus amores


Foi muito bom viver esse período intensamente… foi mais fácil por ser o segundo filho (a amamentação, os cuidados… dessa vez já sabia como seria tudo…) mas muito mais difícil por ser o segundo filho (como lidar com a atenção dividida, com os ciúmes… com os sentimentos que a Laura não tinha conhecido ainda)… Resumindo… estar 24 horas com vocês… e passar por tudo que passamos juntos (mesmo os momentos difíceis… pois superamos todos eles… e estamos aqui…) foi intenso demais!!!


É bem engraçado, né… a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda a amamentação exclusiva até os seis meses de idade… mas essa não é a realidade que nós temos, a maioria das empresas oferece licença maternidade de quatro meses… Meu caso, que consegui nas duas vezes… tirar férias também e ficar cinco meses em casa… 

No retorno da licença da Laura… me martilizei demais… me culpava… me cobrava: “Como vou parar de amamentar um bebê de apenas cinco meses?”… Na época, fiz um estoque de leite materno congelado que não durou uma semana…  Como assim?? Porque então não comecei a estocar antes?? Chorava com a idéia dela com uma mamadeira… Relutei muito… Mas não tinha outro jeito, não conseguiria tirar leite no trabalho… E com o stress do dia a dia, a produção baixou também… Ao cinco meses, ela começou a tomar LA e frutas… Mas ainda assim a amamentei até um ano e meio (amamenta-la de manhã antes de sair de casa… era o meu “gás” para suportar o dia longe)… e no fim, quando desmamei para tentar engravidar do segundo.. percebi que era uma carência muito maior minha do que dela… Levantei uma manhã, ofereci a mamadeira no lugar do peito.. e ela não procurou mais.. e assim ficou… Inclusive no dia que me viu amamentando o Gabriel pela primeira vez (apenas 10 meses depois daquele dia) achou engraçado a “mamadeira dele, ser o peito da mamãe”… e sequer lembrou que ela também tinha usado um dia “a mesma mamadeira”…

Dessa vez, optei por não congelar leite… minha produção não é tão grande assim (é suficiente)… A logística para sozinha, com os dois em casa… conseguir momentos tranquilos para ordenhar é complicada… e no “stress” a produção é menor ainda!! Sei que como o leite materno pode ficar apenas 15 dias congelado, não poderia começar a congelar antes disso… e como conheço o Gabriel.. sei também que o “estoque” duraria menos do que durou com a Laura… Então, dessa vez, com o coração tranquilo… assim que retornar ao trabalho essa semana, ele irá usar LA enquanto não estiver comigo.. e leite materno antes de sair e assim que chegar… e assim até onde conseguir e quando ele quiser!! Sem neuras e sem culpa!!! E após a consulta dos 5 meses… já percebendo as mudanças dele no meu retorno… vamos ver de começar a introduzir frutas também…

Quem acompanha o blog pelo facebook ou instagram… deve ter visto que o IG Delas… fez um especial de Dia das Mães… e participei contando um pouquinho sobre como é essa vida louca de trabalhar fora após os filhos… 

Quem me conhece à mais tempo, sabe… que comecei à trabalhar com 14 anos… por opção, não por necessidade…para ter minha “independência financeira”… E com o meu próprio salário cursei engenharia civil… casei e aos 30 anos engravidei… Na minha cabeça, tudo era simples: coloco o bebê no berçário em período integral, volto a trabalhar e tudo está resolvido… como todo mundo faz… Mas… depois que a Laura nasceu constatei na prática… o que escutamos de nossas mães na infância… “eu não sou todo mundo”… 


Durante a licença maternidade dela… sofri muito e confesso que até não curti esse tempo com ela, integralmente e intensamente (como foi agora), pensando e sofrendo com o que viria depois… E para “ajudar”…  pouco mais de um mês antes de acabar minha licença.. o Cleber foi transferido para uma obra no Rio de Janeiro… Então ele não estaria comigo durante meu retorno ao trabalho… E eu teria que suportar sozinha!!!


Foi aí que pela primeira vez… cogitei parar de trabalhar… se tivesse que coloca-la aos cinco meses num berçário… não iria suportar… e certamente pararia… Mas graças à Deus tenho um anjo na minha vida… Minha mãe… que abriu mão de ser apenas avó (que curte os netos e faz bagunça), para adaptar sua rotina, sua casa, sua vida… e me ajudar… cuidando da Laura para meu retorno ao trabalho… e agora do Gabriel também!!!


Mesmo deixando a Laura com minha mãe, mesmo com a extrema confiança que tenho nela (que sempre fez apenas o que eu peço.. da forma como eu quero.. mesmo achando que diferente seria melhor) não é fácil!!! O primeiro dia foi doido demais… peguei uma chuva imensa na volta para casa e fiquei ilhada dentro de um posto de gasolina (devo ter ficado uma meia hora, aguardando o vendaval parar e a água baixar) momentos tensos.. e eu aflita para encontrar minha pequena!!! Mas com o tempo.. fomos estabelecendo “estratégias”… para que as coisas fossem mais tranquilas… quando paro o carro é minha mãe quem tira a Laura (pois caso contrário… ela gruda no meu pescoço), ou quando percebemos que ela vai “sentir” que estou indo embora.. minha mãe a distrai e consigo sair com o carro… E sei que agora terá que continuar sendo assim… pois tenho dois para tirar do carro… e sei que agora a Laura entende e sente o “tempo” que ficarei longe…. e não será fácil!!!

Poderia parar de trabalhar e ficar em casa cuidando dos dois por um tempo? Poderia!!!! Mas… eu e o marido temos salários equivalentes…. poderíamos viver sim com o salário de um só… mas lutamos muito para chegar onde chegamos… Parar de trabalhar significaria cair pela metade o padrão de vida que conquistamos… e demoramos para ter esse conforto… e gosto do conforto que nossos salários nos proporcionam… Dinheiro não é mesmo felicidade… mas infelizmente é com ele, que conseguimos coisas que nos deixam tranquilas e felizes: conseguimos pagar um bom plano de saúde (pois depender de saúde pública é inviável… até quem tem plano de saúde, as vezes precisa passar por hospitais bem cheios e atendimento péssimo), poderemos optar por escolas boas (pois a educação pública também é complicada hoje em dia… e não teria problema algum em colocar meus filhos numa escola pública, se tivesse qualidade.. pois eu mesma, estudei a vida inteira em escola pública… só fui pagar estudo para cursar faculdade), temos um “teto” que é nosso… e podemos conhecer lugares e culturas diferentes….

Não parei de trabalhar… sofri (e sofro… pois lógico… a saudade dói).. mas hoje sei que essa foi a melhor escolha… É difícil estar longe o dia inteiro… mas para nossa família essa foi a melhor opção… Eu sempre fui muito ativa, faço diversas coisas simultaneamente… sei que com o tempo, ficar em casa… me deixaria stressada… não pelas crianças… mas por todo o resto… comida, roupas, cuidados com a casa… Eu definitivamente não levo jeito para cuidar de casa!!!

Trabalhar fora é ruim pela saudade… dói passar o dia longe, mas chegar na minha mãe para busca-los e ser recebida com festa!! Com alegria… Faz valer a pena!!! A culpa sempre existe… brinco que mãe = culpa… Mas logo eles estarão na escola, ficarão “fora” por um tempo, ocupados com outras coisas… E isso será bom para todos!!!

Quando chegamos em nossa casa, a Laura já está “jantada”… mas sentamos todos juntos à mesa… para comer e conversar… e saber sobre o dia de todo mundo… sempre a incluímos na conversa e perguntamos sobre o dia dela (desde quando mal dava para entender o que ela falava)… Depois ficamos juntos… brincamos… e vamos todos para minha cama (depois que ela dorme é que colocamos no seu quarto)… e é assim que queremos manter nossa rotina agora com o Gabriel também… Quero que nossos momentos juntos sejam muitoooooooo melhores do que estão sendo… quero ser uma mãe mais tranquila… e curtir e brincar muito quando estivermos juntos!!! Pois a qualidade desses momentos são muitooooooo mais importantes do que a quantidade!!!

Confesso que sim… estou sofrendo… essa angustia.. de como eles vão ficar.. como vão se adaptar… como será para Laura que agora entende… isso dói demais… Já passei noites sem dormir pensando nisso… e em soluções para minimizar essa transição… Se estou preparada?? Não!!! Mas… agora, na véspera do meu retorno… estou mais leve do que quando acabou a licença da Laura… Vamos lá… vamos viver um dia por vez… aproveitar ao máximo os momentos juntos!!! E seguir a vida que escolhemos ter!!!

Um beijo!! Me desejem BOA SORTE!!!! 


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