Atividade Física e Desenvolvimento – Coluna CETI SD

“Olá,
Nosso bate-papo hoje será sobre um assunto que não é novidade pra ninguém, mas mesmo assim, muitas pessoas ignoram: atividade física. O nosso corpo, depende de muitos fatores pra trabalhar em harmonia. Sendo assim, temos que preservar ossos, articulações, músculos e nervos funcionando com qualidade.

O desenvolvimento motor refere-se as alterações e aquisições obtidas pelo corpo num determinado período, gerando habilidades e capacidades corporais. Isso quer dizer que desde o nascimento até a vida adulta, passamos por uma gama enorme de conquistas motoras e nem nos damos conta disso na maioria das vezes.

Controlar a cabeça, rolar, sentar e andar são alguns dos marcos motores importantes no desenvolvimento motor de cada um, porém todos eles tem seu tempo certo a serem atingidos e não é recomendável, nem que se acelere e nem que se pule determinada fase, pois todas estão interligadas e são dependentes. Por exemplo, só conseguimos dar um passo se a coluna estiver devidamente sustentada (ereta) e assim, manter o equilíbrio para ficarmos num pé só, garantindo a segurança  deste movimento e seguindo com o caminhar.

Quando nos deparamos com alguma alteração seja ela cronológica, genética ou pôs-trauma, haverá uma condição física modificada. Numa situação de cronologia, podemos citar como exemplo um bebê prematuro, onde existirá sempre a correção da idade cronológica da criança em relação as suas aquisições motoras.  Outro exemplo, é ter uma situação de hipotonia, como ocorre por exemplo numa criança com síndrome de Down, onde a condição muscular não possibilita o tônus necessário para as posturas no tempo determinado pela literatura. E numa situação de pós- trauma, onde as condições físicas também foram afetadas, por exemplo quando passamos um período engessados ao fraturar um membro e ao retirar o gesso, a condição muscular estará prejudicada (hipotrofia).

Em todas essas situações, o olhar específico de um médico num primeiro momento será imprescindível. E num momento seguinte, entramos com o tratamento conservador, utilizando de várias técnicas para que o indivíduo alcance a habilitação, no caso dos bebês, ou a reabilitação, nos casos de traumas, reaprendendo um determinado movimento.
A fisioterapia fará as adaptações e dará a condição necessária para que as respostas motoras aconteçam e sejam aprendidas da melhor forma. Mas isso, respeitando sempre o tempo de cada indivíduo.

Após a capacitação ser atingida, sempre recomendamos a seqüência deste trabalho, onde geralmente é indicada a inserção num esporte, ou num trabalho específico para melhora da condição muscular, e neste caso o melhor profissional a ser indicado é o educador físico.

Então, vamos lá! Escolha uma atividade física que combine com seu gosto e faça você trabalhar o corpo, com certeza fará a sua rotina mais saudável e feliz!!

Até a próxima”

Isabelle Rampim – formada em fisioterapia pela pela Universidade Cidade de São Paulo (UNICID), especialista em Síndrome de Down pelo Centro de Estudo e Pesquisas Clínicas de São Paulo (CEPEC-SP)

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